quarta-feira, 15 de julho de 2009

você em mim

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Estava escrito nas estrelas
Já diziam os xamãs
Mostravam os botões, o chá e a cera
Búzios e cartas das irmãs.
Fiz seresta e poesia,
Escrevi pelo banheiro
Nos espelhos embaçados, de alegria,
Vi corações no mundo inteiro.
É farol, guia e correia
Faz um príncipe de um mestiço.
Cria a paz que é derradeira..
É tudo que eu preciso.


(Guilherme Reis Holanda)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Egito Moderno

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Envolveram o corpo com o pano aromatizado;
Aroma para alimentar o ego.
Arrancaram as vísceras,
e desta vez,
não reporam o coração...
O cérebro já não tinha há tempos,
expulsado a força por um gancho
chamado Mundo.
Os órgãos foram para laboratórios
O animal que acompanhou o inerte
era cachorro com faro de Doberman.
Preso em catabumbas,
entre mil degraus e cem rituais sombrios,
Confinado, estava um homem comum
Que agora viverá em silêncio
e feliz(?)
...
Bem vindo à era da Mumificação de Vivos.


(Guilherme Reis Holanda)

domingo, 21 de junho de 2009

Eu

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A mão escreve:
Paro e penso.
Me sinto leve,
Denso.
A mente ferve...
Eu sou imenso!


(Guilherme Reis Holanda)

domingo, 7 de junho de 2009

Noite Cheia, Lua Nova

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Por mais que haja a amizade forte que se emana,
Até onde vale as atitudes e a ciência da consciência humana!?


(Guilherme Reis Holanda)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Para Julia [Amiga de longe]

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Diria secreto?
Não há de quem esconder.
Diria descreto?
Não há do que se esconder.
Diria oportuno.
É de longe que se mantém algo que não se vai.
É mão que ajuda a levantar e também cai.
É digno de mim. Sou digno de ti.
É amor?
Talvez.
E acima de tudo, amizade, que de longe, escolhi.


(Guilherme Reis Holanda)

Estranhos Amigos [ou Amigos Estranhos?]

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Certas pessoas que esbarram na gente nos dão saudade enquanto falam ao nosso lado.
É como se eu já soubesse que aquela conversa não será frequente,
e que a pesssoa não estará por perto para sempre.



Espero que eu esteja errado.


(Guilherme Reis Holanda)

Antes da Casa da Sopa [Integral Infantil]

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Saio ao Sol.
Sinto o vento.
A calmaria me invade e quando os tambores rugirem, sei que essa calmaria se esvairá.
O cavalgar épico do meu batalhão moderno faz arder minha fome.
A fome de explorar, conhecer, sentir e chorar, chorar
e chorar.
Cavaleiro, andarilho errante,
Saí de manhã para uma batalha por conhecimento.
Batalha travada pelo saber.
O saber mais difícil:
O saber da vida humana.


(Guilherme Reis Holanda)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Estações do meu Brasil

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Outono.
Morrem as flores do meu quintal:
O Amor-Perfeito traindo,
A Sempre-Viva morrendo
E a Rosa cheirando mal.
É o inverno de repente,
E quem me dera,
Se fosse inundando o sertão.
Já, primavera se foi,
E com ela,
O meu amor.
Não lutamos com o pau.
Não lutamos com as pedras.
Estamos no fim do caminho,
E as águas de março já fecharam o verão.


(Guilherme Reis Holanda, com trechos e adaptações de letras escritas por Chico Buarque, Marcelo Camelo e Tom Jobim)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Nova Era

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Sinto vindo Nova Era!
Sinto forças que me guiam
Pr'onde os bens me irradiam
E não tem lugar de espera!

Nessa viagem intergaláctica
Que reconstrói o meu ser
Minhas idéias de viver
Começam a entrar em prática!

Penso, logo, existo,
Digo, existo, logo, penso
E esse papo muito extenso
Faz doer minha cabeça.

Pra não ficar mal visto:
Neste estado de vivência,
Que só chamam de demência,
Procuro quem não me esqueça!


(Guilherme Reis Holanda)

terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Meu problema

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Angústia trancada no meu ser...
Dos problemas pouco pequenos,
O meu é, pelo menos,
A vontade de escrever.

Desencadeando pensamentos bisonhos:
Os monstros que me habitam
Sussurram, se excitam
Em travar todos os meus sonhos.

Neste momento que o tempo rui,
A poesia simplesmente flui
E escorre com o meu sorriso.

Ao terminar estes versos de agonia
Tiro a sensação de abandono que havia,
Pois, são neles que construo o meu piso.


(Guilherme Reis Holanda)

sábado, 22 de novembro de 2008

boom

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nasci.
nasci ao ferro
ao fogo
ao medo.
nasci suicida,
nasci quente.
nasci em sua raiva transcendente.
Em um momento:
Eu estouro
pois tu estouras
então, ele estoura.
e a história
meio escrota
minha escrita
é tão pouca
que cabe em lapde
de cripta;
cripta que não há;
com o chão não me conformarei.
mas foi o que você
pode me dar
depois que uma cabeça deformei.
não há abraço ao te conhecer
deixando sem tristeza a despedida..
em minha lapde lerás:
"aqui jaz uma bala perdida."


(Guilherme Reis Holanda)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

De sempre à 19 de novembro

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A exibição e a vaidade bateram na porta da frente.
Senti-me o mais velho dos velhos e a mais nova criança.
O meu amor não se esvaiu, mas a possibilidade me tornou medo.
As mãos calejadas das tentativas de expressão viraram marcas de mágoas mal lavadas.
Ao meu redor as imagens se limitam a nós.






Enfim, vivendo.


(Guilherme Reis Holanda)

domingo, 14 de setembro de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

É Arte!

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Vamos falar de arte.
Dependendo do contexo
Me faz até ler um texto
Ver um quadro, ou poesia!
E eu levo a minha arte
Dentro do meu coração
E a faço com as mãos
P'ra festejar a cada dia!
É o que me fez a arte
Transformou-me em devaneio
E me fez sentir-se inteiro
P'ra não ser gente vazia!

E a inocência de criança
Me faz dançar a dança
De quem não morreu por dentro.
Nesse mundo traiçoeiro
Querem mais é sentir o cheiro
Da minh'alma jogada ao vento.

Talvez me levassem mais a sério,
E isso sim é um mistério,
Se eu fosse Drummound de Andrade.
Sou só um estudante louco
E de mim sabem muito pouco...
Mas,de minhas palavras,
Ouvirás a mais pura verdade.


(Guilherme Reis Holanda)

Alheia Reflexão - Televisão.

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E minha TV no canto do quarto: Evito..
Agradeço por me ensinar que Fama não é Glória,
Assim como Napoleão é um nome com História,
Mas para mim, não é nome bonito.

Mostrou-me nas ruas a corrupção em troca de favor,
Homicídio e terrorismo,
estupro mental e egocentrismo,
Enquanto a gente se esconde para fazer amor.

Viva as cores!
Viva a transformação errante!
Preocupe-se com o seu amante
Pois o resto se preocupa em nos mostrar horrores.


(Guilherme Reis Holanda)

sábado, 26 de julho de 2008

discussão monóloga para todos

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Amigo que um dia foi inteiro:
Agora temo e vejo os seus pedaços espalhados por aí...
Perdendo-se na curiosidade de drogas e puteiros,
Enquanto em sua face esvai a sincera felicidade de sorrir.

Dentre tantas outras coisas que em seus olhos me diziam
E foram afogadas pelo seu ego,
É bom te lembrar das conversas que iam e vinham:
Não acharás o sossego
Sem antes
Encontrar
Um Amor.


(Guilherme Reis Holanda)

sábado, 12 de julho de 2008

a procura é quase inimiga da perfeição.

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mais da fonte
não peço
do fundo do meu fantasma.
fui forte até o fim.
mas no final do dia,
ninguem ficou ao meu lado -
e eu sorri.
frio da noite -
foi-se a lua
e a fresta de sol
fitou-me na cama,
furou minhas pálpebras
e em boa hora falhou.
ficou ao meu lado
um fio de luz -
foi sonho?
e os olhos azuis
tiraram meu sono.
e foi assim,
que uma noite inteira de vida passada,
ganhei noites eternas.


(Guilherme Reis Holanda)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

À Pátria

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Esses nossos céus
ensanguetados de luz
nos encantam
com gloria falsa.
E essas armas revolucionarias,
agora, apontam balas
para o nada.
E o sorriso instável,
que me invade
com certo preconceito,
e com minhas mãos nas palmas
ou atiradas em meu peito,
eu choro
pela bandeira
de minha pátria mãe febril.

(Guilherme Reis Holanda)

sexta-feira, 23 de maio de 2008