terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Meu problema
.
.
Angústia trancada no meu ser...
Dos problemas pouco pequenos,
O meu é, pelo menos,
A vontade de escrever.
Desencadeando pensamentos bisonhos:
Os monstros que me habitam
Sussurram, se excitam
Em travar todos os meus sonhos.
Neste momento que o tempo rui,
A poesia simplesmente flui
E escorre com o meu sorriso.
Ao terminar estes versos de agonia
Tiro a sensação de abandono que havia,
Pois, são neles que construo o meu piso.
(Guilherme Reis Holanda)
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Angústia trancada no meu ser...
Dos problemas pouco pequenos,
O meu é, pelo menos,
A vontade de escrever.
Desencadeando pensamentos bisonhos:
Os monstros que me habitam
Sussurram, se excitam
Em travar todos os meus sonhos.
Neste momento que o tempo rui,
A poesia simplesmente flui
E escorre com o meu sorriso.
Ao terminar estes versos de agonia
Tiro a sensação de abandono que havia,
Pois, são neles que construo o meu piso.
(Guilherme Reis Holanda)
sábado, 22 de novembro de 2008
boom
.
.
nasci.
nasci ao ferro
ao fogo
ao medo.
nasci suicida,
nasci quente.
nasci em sua raiva transcendente.
Em um momento:
Eu estouro
pois tu estouras
então, ele estoura.
e a história
meio escrota
minha escrita
é tão pouca
que cabe em lapde
de cripta;
cripta que não há;
com o chão não me conformarei.
mas foi o que você
pode me dar
depois que uma cabeça deformei.
não há abraço ao te conhecer
deixando sem tristeza a despedida..
em minha lapde lerás:
"aqui jaz uma bala perdida."
(Guilherme Reis Holanda)
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nasci.
nasci ao ferro
ao fogo
ao medo.
nasci suicida,
nasci quente.
nasci em sua raiva transcendente.
Em um momento:
Eu estouro
pois tu estouras
então, ele estoura.
e a história
meio escrota
minha escrita
é tão pouca
que cabe em lapde
de cripta;
cripta que não há;
com o chão não me conformarei.
mas foi o que você
pode me dar
depois que uma cabeça deformei.
não há abraço ao te conhecer
deixando sem tristeza a despedida..
em minha lapde lerás:
"aqui jaz uma bala perdida."
(Guilherme Reis Holanda)
terça-feira, 18 de novembro de 2008
De sempre à 19 de novembro
.
.
A exibição e a vaidade bateram na porta da frente.
Senti-me o mais velho dos velhos e a mais nova criança.
O meu amor não se esvaiu, mas a possibilidade me tornou medo.
As mãos calejadas das tentativas de expressão viraram marcas de mágoas mal lavadas.
Ao meu redor as imagens se limitam a nós.
Enfim, vivendo.
(Guilherme Reis Holanda)
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A exibição e a vaidade bateram na porta da frente.
Senti-me o mais velho dos velhos e a mais nova criança.
O meu amor não se esvaiu, mas a possibilidade me tornou medo.
As mãos calejadas das tentativas de expressão viraram marcas de mágoas mal lavadas.
Ao meu redor as imagens se limitam a nós.
Enfim, vivendo.
(Guilherme Reis Holanda)
domingo, 14 de setembro de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
É Arte!
.
.
Vamos falar de arte.
Dependendo do contexo
Me faz até ler um texto
Ver um quadro, ou poesia!
E eu levo a minha arte
Dentro do meu coração
E a faço com as mãos
P'ra festejar a cada dia!
É o que me fez a arte
Transformou-me em devaneio
E me fez sentir-se inteiro
P'ra não ser gente vazia!
E a inocência de criança
Me faz dançar a dança
De quem não morreu por dentro.
Nesse mundo traiçoeiro
Querem mais é sentir o cheiro
Da minh'alma jogada ao vento.
Talvez me levassem mais a sério,
E isso sim é um mistério,
Se eu fosse Drummound de Andrade.
Sou só um estudante louco
E de mim sabem muito pouco...
Mas,de minhas palavras,
Ouvirás a mais pura verdade.
(Guilherme Reis Holanda)
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Vamos falar de arte.
Dependendo do contexo
Me faz até ler um texto
Ver um quadro, ou poesia!
E eu levo a minha arte
Dentro do meu coração
E a faço com as mãos
P'ra festejar a cada dia!
É o que me fez a arte
Transformou-me em devaneio
E me fez sentir-se inteiro
P'ra não ser gente vazia!
E a inocência de criança
Me faz dançar a dança
De quem não morreu por dentro.
Nesse mundo traiçoeiro
Querem mais é sentir o cheiro
Da minh'alma jogada ao vento.
Talvez me levassem mais a sério,
E isso sim é um mistério,
Se eu fosse Drummound de Andrade.
Sou só um estudante louco
E de mim sabem muito pouco...
Mas,de minhas palavras,
Ouvirás a mais pura verdade.
(Guilherme Reis Holanda)
Alheia Reflexão - Televisão.
.
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E minha TV no canto do quarto: Evito..
Agradeço por me ensinar que Fama não é Glória,
Assim como Napoleão é um nome com História,
Mas para mim, não é nome bonito.
Mostrou-me nas ruas a corrupção em troca de favor,
Homicídio e terrorismo,
estupro mental e egocentrismo,
Enquanto a gente se esconde para fazer amor.
Viva as cores!
Viva a transformação errante!
Preocupe-se com o seu amante
Pois o resto se preocupa em nos mostrar horrores.
(Guilherme Reis Holanda)
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E minha TV no canto do quarto: Evito..
Agradeço por me ensinar que Fama não é Glória,
Assim como Napoleão é um nome com História,
Mas para mim, não é nome bonito.
Mostrou-me nas ruas a corrupção em troca de favor,
Homicídio e terrorismo,
estupro mental e egocentrismo,
Enquanto a gente se esconde para fazer amor.
Viva as cores!
Viva a transformação errante!
Preocupe-se com o seu amante
Pois o resto se preocupa em nos mostrar horrores.
(Guilherme Reis Holanda)
sábado, 26 de julho de 2008
discussão monóloga para todos
.
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Amigo que um dia foi inteiro:
Agora temo e vejo os seus pedaços espalhados por aí...
Perdendo-se na curiosidade de drogas e puteiros,
Enquanto em sua face esvai a sincera felicidade de sorrir.
Dentre tantas outras coisas que em seus olhos me diziam
E foram afogadas pelo seu ego,
É bom te lembrar das conversas que iam e vinham:
Não acharás o sossego
Sem antes
Encontrar
Um Amor.
(Guilherme Reis Holanda)
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Amigo que um dia foi inteiro:
Agora temo e vejo os seus pedaços espalhados por aí...
Perdendo-se na curiosidade de drogas e puteiros,
Enquanto em sua face esvai a sincera felicidade de sorrir.
Dentre tantas outras coisas que em seus olhos me diziam
E foram afogadas pelo seu ego,
É bom te lembrar das conversas que iam e vinham:
Não acharás o sossego
Sem antes
Encontrar
Um Amor.
(Guilherme Reis Holanda)
sábado, 12 de julho de 2008
a procura é quase inimiga da perfeição.
.
.
mais da fonte
não peço
do fundo do meu fantasma.
fui forte até o fim.
mas no final do dia,
ninguem ficou ao meu lado -
e eu sorri.
frio da noite -
foi-se a lua
e a fresta de sol
fitou-me na cama,
furou minhas pálpebras
e em boa hora falhou.
ficou ao meu lado
um fio de luz -
foi sonho?
e os olhos azuis
tiraram meu sono.
e foi assim,
que uma noite inteira de vida passada,
ganhei noites eternas.
(Guilherme Reis Holanda)
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mais da fonte
não peço
do fundo do meu fantasma.
fui forte até o fim.
mas no final do dia,
ninguem ficou ao meu lado -
e eu sorri.
frio da noite -
foi-se a lua
e a fresta de sol
fitou-me na cama,
furou minhas pálpebras
e em boa hora falhou.
ficou ao meu lado
um fio de luz -
foi sonho?
e os olhos azuis
tiraram meu sono.
e foi assim,
que uma noite inteira de vida passada,
ganhei noites eternas.
(Guilherme Reis Holanda)
segunda-feira, 30 de junho de 2008
À Pátria
.
.
Esses nossos céus
ensanguetados de luz
nos encantam
com gloria falsa.
E essas armas revolucionarias,
agora, apontam balas
para o nada.
E o sorriso instável,
que me invade
com certo preconceito,
e com minhas mãos nas palmas
ou atiradas em meu peito,
eu choro
pela bandeira
de minha pátria mãe febril.
(Guilherme Reis Holanda)
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Esses nossos céus
ensanguetados de luz
nos encantam
com gloria falsa.
E essas armas revolucionarias,
agora, apontam balas
para o nada.
E o sorriso instável,
que me invade
com certo preconceito,
e com minhas mãos nas palmas
ou atiradas em meu peito,
eu choro
pela bandeira
de minha pátria mãe febril.
(Guilherme Reis Holanda)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
Poema Seu
.
.
I
andava distraído
sem rumo, sem sentido
procurando em um lago perdido
o reflexo do luar
em uma esquina de luz
minha incandecente alma pus
para que, embaixo de sombras de um capuz
meus olhos pudessem te encontrar
quando te vi, para mim
foi um lugar aconchegado
criei por você amor sem fim
tratei nosso coração orvalhado
como flores em primavera
seu limpido sorriso desabrochou
sem demora e sem espera
meu coração te ama, te amará e te amou
Donzela singular
Adoeço-me alegre em te ver
em você encontrei o luar
e contigo é que quero viver
Pois o sol que te irradia
tu refletes em todos nós
seja noite ou seja dia
dentro de mim, ter sua voz
perdoa meu erro
procuro me consertar
quando falo o que nao devo
tento somente te ajudar
de tu quero mais ouvir
e teu eterno ser
ao teu lado rir e sorrir
pois nao tenho o que temer
mas escuta com teu ouvido
e sinta com teu coração
pois pensares são concluidos
quando se tem atenção
e o brilho que em você eu vejo
seja como um caracol
que se alimenta com simples desejo.
Quero para sempre Íris Sol!
II
Mesmo que todas palavras sejam ditas,
Que todos olhares sejam trocados,
Que todas batidas sejam ouvidas,
Todos os males fulminados...
O quanto faz o teu calor
Nada pode explicar.
Como é divino o seu amor!
É ele que eu quero amar.
Dona do meu viver
A qual em seus braços quero ficar recaído
Faz-me sentir e ser
Tudo que não havia vivido.
Sol que me arde por dentro,
E me faz enxergar o caminho lá fora,
Por você, fico sempre atento
E desejo do teu beijo nunca mais ir embora!
Eternizar esta paixão
É o que preciso, e vou-lhe dizer
Que tu és quem tira minha solidão,
Minha musa, eu quero você!
(Guilherme Reis Holanda)
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I
andava distraído
sem rumo, sem sentido
procurando em um lago perdido
o reflexo do luar
em uma esquina de luz
minha incandecente alma pus
para que, embaixo de sombras de um capuz
meus olhos pudessem te encontrar
quando te vi, para mim
foi um lugar aconchegado
criei por você amor sem fim
tratei nosso coração orvalhado
como flores em primavera
seu limpido sorriso desabrochou
sem demora e sem espera
meu coração te ama, te amará e te amou
Donzela singular
Adoeço-me alegre em te ver
em você encontrei o luar
e contigo é que quero viver
Pois o sol que te irradia
tu refletes em todos nós
seja noite ou seja dia
dentro de mim, ter sua voz
perdoa meu erro
procuro me consertar
quando falo o que nao devo
tento somente te ajudar
de tu quero mais ouvir
e teu eterno ser
ao teu lado rir e sorrir
pois nao tenho o que temer
mas escuta com teu ouvido
e sinta com teu coração
pois pensares são concluidos
quando se tem atenção
e o brilho que em você eu vejo
seja como um caracol
que se alimenta com simples desejo.
Quero para sempre Íris Sol!
II
Mesmo que todas palavras sejam ditas,
Que todos olhares sejam trocados,
Que todas batidas sejam ouvidas,
Todos os males fulminados...
O quanto faz o teu calor
Nada pode explicar.
Como é divino o seu amor!
É ele que eu quero amar.
Dona do meu viver
A qual em seus braços quero ficar recaído
Faz-me sentir e ser
Tudo que não havia vivido.
Sol que me arde por dentro,
E me faz enxergar o caminho lá fora,
Por você, fico sempre atento
E desejo do teu beijo nunca mais ir embora!
Eternizar esta paixão
É o que preciso, e vou-lhe dizer
Que tu és quem tira minha solidão,
Minha musa, eu quero você!
(Guilherme Reis Holanda)
terça-feira, 22 de abril de 2008
Minotauros e Mortos-Vivos
.
.
Trombones épicos arpejam
pelo calmante céu esmeraldado.
Minotauros em suas selas festejam
por um dia de revolução esperado.
Enquanto isso, longe ao norte
proclamando por vingança,
vive a sociedade da morte,
os cegos de última esperança.
Ao seu destino
caminharam os moribundos,
Acompanhados de filósofos
declamando sabedoria,
Escondendo-se em grutos imundos.
Depois de longa jornada pelos vales,
Os mortos chegaram ao coliseu.
Minotauros contra fantasmas buscando altares.
A guerra decisiva aconteceu.
Sangue jorrado pela tarde.
Céu-esmeralda tornou-se rubi.
Fantasmas com perseverança que arde,
Mostraram ao inimigo que seu lugar era ali.
O mais bravo dos Minotauros disse:
'Por que este erro?
Mesmo mais fortes
Nós morremos primeiro!'
E disse, dos Mortos-Vivos, o mais sábio:
'Sua vitória sem razão
procurando poder,
dependendo da minha mão,
não irá acontecer.
Mesmo mais fracos,
o certo sabemos.
embaixo destes meus trapos
incontrarás o seu pior veneno.'
Que assim seja.
(Guilherme Reis Holanda)
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Trombones épicos arpejam
pelo calmante céu esmeraldado.
Minotauros em suas selas festejam
por um dia de revolução esperado.
Enquanto isso, longe ao norte
proclamando por vingança,
vive a sociedade da morte,
os cegos de última esperança.
Ao seu destino
caminharam os moribundos,
Acompanhados de filósofos
declamando sabedoria,
Escondendo-se em grutos imundos.
Depois de longa jornada pelos vales,
Os mortos chegaram ao coliseu.
Minotauros contra fantasmas buscando altares.
A guerra decisiva aconteceu.
Sangue jorrado pela tarde.
Céu-esmeralda tornou-se rubi.
Fantasmas com perseverança que arde,
Mostraram ao inimigo que seu lugar era ali.
O mais bravo dos Minotauros disse:
'Por que este erro?
Mesmo mais fortes
Nós morremos primeiro!'
E disse, dos Mortos-Vivos, o mais sábio:
'Sua vitória sem razão
procurando poder,
dependendo da minha mão,
não irá acontecer.
Mesmo mais fracos,
o certo sabemos.
embaixo destes meus trapos
incontrarás o seu pior veneno.'
Que assim seja.
(Guilherme Reis Holanda)
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Ponto de Ônibus
.
.
Cidade caída.
Conjunto em solidão berrante.
Uma cabeça penaliza
um caco de vida andante.
E os mortos que se arrastam
procurando um caminho achado,
Escrevem em um pergaminho sujo
o que, para eles, já é predestinado.
Enquanto isso, o observador
continua de cabeça erguida
Diante de um texto de terror
Sabendo que existe
uma infância perdida.
E o poeta sabe que
por mais da sua mente decida mostrar,
somente o próprio demente
pode se propagar pelo ar.
(Guilherme Reis Holanda)
.
Cidade caída.
Conjunto em solidão berrante.
Uma cabeça penaliza
um caco de vida andante.
E os mortos que se arrastam
procurando um caminho achado,
Escrevem em um pergaminho sujo
o que, para eles, já é predestinado.
Enquanto isso, o observador
continua de cabeça erguida
Diante de um texto de terror
Sabendo que existe
uma infância perdida.
E o poeta sabe que
por mais da sua mente decida mostrar,
somente o próprio demente
pode se propagar pelo ar.
(Guilherme Reis Holanda)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Tempo
.
.
tempo.
criatura flexivel.
não é mais o antes de agora.
criação humana,
como toda desgraça,
e assim como o universo
está presente no todo
e não se altera por nada.
consome e some com eras.
Eras que são marcadas
pelo tempo.
Dono de muitos pensares,
de palavras jogadas
ao vento.
E que o tempo que perdi aqui
seja útil para outros.
Lembre: o tempo não ri, nem sorri.
Na verdade, é glória para poucos.
(Guilherme Reis Holanda)
.
tempo.
criatura flexivel.
não é mais o antes de agora.
criação humana,
como toda desgraça,
e assim como o universo
está presente no todo
e não se altera por nada.
consome e some com eras.
Eras que são marcadas
pelo tempo.
Dono de muitos pensares,
de palavras jogadas
ao vento.
E que o tempo que perdi aqui
seja útil para outros.
Lembre: o tempo não ri, nem sorri.
Na verdade, é glória para poucos.
(Guilherme Reis Holanda)
Noite
.
.
o insurdecente barulho da cidade
ressonando nas minhas entranhas.
acompanho os passos fora da verdade
- pessoas estranhas.
vento, chuva, escuridão e luz
fundem-se em um quadro azedo.
e nos cantos deste quadro me pûs
evitando os olhares de medo.
e o indigente moribundo
recebeu um boa noite meu.
sumiu o seu jeito vagabundo,
e humanamente simples
como ninguem, respondeu.
talvez o trabalhador ao lado
dirigisse a palavra à mim
apenas por um trocado
ou com desconfiança sem fim.
(Guilherme Reis Holanda)
.
o insurdecente barulho da cidade
ressonando nas minhas entranhas.
acompanho os passos fora da verdade
- pessoas estranhas.
vento, chuva, escuridão e luz
fundem-se em um quadro azedo.
e nos cantos deste quadro me pûs
evitando os olhares de medo.
e o indigente moribundo
recebeu um boa noite meu.
sumiu o seu jeito vagabundo,
e humanamente simples
como ninguem, respondeu.
talvez o trabalhador ao lado
dirigisse a palavra à mim
apenas por um trocado
ou com desconfiança sem fim.
(Guilherme Reis Holanda)
Sol e Lua
.
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eternizados sejam os sóis!
pois só eles podem iluminar o caminho.
admiradas sejas as luas!
pois só elas podem encher a maré.
o sol some a agua
e a lua faz aparecer
mas o sol nao guarda mágoa
pois sabe que da lua é dever.
enquanto isso, calado
permanece o mar
para não se aborrecer...
(Guilherme Reis Holanda)
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eternizados sejam os sóis!
pois só eles podem iluminar o caminho.
admiradas sejas as luas!
pois só elas podem encher a maré.
o sol some a agua
e a lua faz aparecer
mas o sol nao guarda mágoa
pois sabe que da lua é dever.
enquanto isso, calado
permanece o mar
para não se aborrecer...
(Guilherme Reis Holanda)
Um Novo Começo
.
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de todas as ideias banais
que consomem minha mente
e tornam sonhos esquecidos,
caixoes abertos em funerais
vistos por dementes..
são poetas adormecidos.
vontade de mostrar ao mundo
o segredo que nao se sabe
em um dedo vagabundo
adormece a nova chave.
misteriosos são os magos
que em ardida solidão
consomem suas mentes em âmago
do silêncio e da paixão.
(Guilherme Reis Holanda)
.
de todas as ideias banais
que consomem minha mente
e tornam sonhos esquecidos,
caixoes abertos em funerais
vistos por dementes..
são poetas adormecidos.
vontade de mostrar ao mundo
o segredo que nao se sabe
em um dedo vagabundo
adormece a nova chave.
misteriosos são os magos
que em ardida solidão
consomem suas mentes em âmago
do silêncio e da paixão.
(Guilherme Reis Holanda)
Delírio
.
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se cada barulho fosse musicado,
mesmo arpejos de um trovão,
o homem sem caminho a ser trilhado
acharia a resposta em um violão.
se cada violão fosse seresta
numa calçada ou de frente ao mar,
boémios viveriam em festa
por ter a mulher que querem amar.
se cada momento fosse vivido
com intensa dedicação,
a chave de um coração partido
não seria o medo de viver em vão.
se cada medo fosse visto
com alegria e com fervor,
não existiria o precipicio
nem o vago, nem o terror.
se o dia não clareasse,
a noite seguiria?
se o poeta não acordasse,
quem o acordaria?
se as folhas não caissem,
a árvore ia sustentar?
e se eu me negasse,
a morte ia me amar?
delirar nesta fantasia,
fugir da verdade.
quem sabe assim um dia
montaremos o quebra-cabeça da felicidade.
(Guilherme Reis Holanda)
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se cada barulho fosse musicado,
mesmo arpejos de um trovão,
o homem sem caminho a ser trilhado
acharia a resposta em um violão.
se cada violão fosse seresta
numa calçada ou de frente ao mar,
boémios viveriam em festa
por ter a mulher que querem amar.
se cada momento fosse vivido
com intensa dedicação,
a chave de um coração partido
não seria o medo de viver em vão.
se cada medo fosse visto
com alegria e com fervor,
não existiria o precipicio
nem o vago, nem o terror.
se o dia não clareasse,
a noite seguiria?
se o poeta não acordasse,
quem o acordaria?
se as folhas não caissem,
a árvore ia sustentar?
e se eu me negasse,
a morte ia me amar?
delirar nesta fantasia,
fugir da verdade.
quem sabe assim um dia
montaremos o quebra-cabeça da felicidade.
(Guilherme Reis Holanda)
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